Dia 17 de dezembro, você, o papai e eu deixamos a Manju no hotelzinho de cachorros e fomos pra São Paulo. Com o coração partido de deixá-la, mas feliz de rever a família.
Chegamos na sexta –feira à noite e fomos direto pra casa da vó Beth e do vô Akira. Ficamos muito felizes em revê-los, mas a mamãe ficou tristinha ao ver o quarto da vó Júlia vazio. A vó Júlia era vó da mamãe e ela foi pro céu em fevereiro de 2010. A vó Júlia foi uma pessoa muito importante pra mamãe.
No sábado fomos visitar a vó Dalva e finalmente conheci o vô Benedito. O papai brincou bastante com a Pipoca, que é a cachorrinha da vovó Dalva.
No domingo, fomos ver a Hine tocar no Pateo do Colégio. A mamãe ficou muito emocionada. Lá encontramos a Rose, a Heri, o Guizão, a Yone, a Cíntia e o Bruno que ficaram muito feliz em nos ver. Depois da apresentação, a mamãe e o papai fomos até a avenida Paulista, para fazer um programa que costumávamos a fazer quando namorávamos. Ir até a Livraria Cultura e ficar horas, folheando livros, depois caminhar na Paulista e ir tomar um café.
Quando chegamos em casa, já a noitinha, a família estava reunida pra comemorar o aniversário do Rodrigo e do Bruno. Foi pizza. Vai se acostumando, pois essa família é pra lá de festeira.
Dia 23, a gente ia encontrar um amigo da mamãe que mora na Itália e que veio passar uns dias no Brasil, mas eu estava com dor nas costas e resolvemos não ir. No dia seguinte, uma pontinha de sangue me fez ir até o pronto socorro e graças a Deus não era nada. A médica plantonista disse que o colo do útero estava bem fechadinho e que não era pra nos preocupar.
O Natal foi na casa da Tchan e você ganhou da Elisa, um conjuntinho amarelo (pois ainda não sabemos se é menino ou menina). Chorei ao abrir e ver aquelas roupinhas. Foi uma delícia ficar com a família toda. Muito legal mesmo.
No dia 26 fomos pra chácara. Papai, vovó Beth, vovô Akira, você e eu. Lá estava a família Takiguthi toda, mais o Du e a Joana. Conversei bastante com a Célia, a Cíntia e a Elisa. A Elisa me contou sobre a experiência dela no parto normal, a Cé e a Cí estão querendo engravidar. Quem sabe ainda este ano, você ganhe novos priminhos... Falando em priminho, a mamãe tem um irmão mais velho chamado Tio Marcelo, casado com a Tia Val e pai da Melissa. Eles ficaram muito felizes quando souberam de você e a Mel, que já tem quase 07 anos está torcendo pra que você seja uma menina. Ela disse que vai ajudar a mamãe cuidar de você e já disse pra tia Rose que se você for menina, será Clarice (em homenagem a Clarice Lispector, uma escritora muito famosa) e se for menino, será Lucas (que significa luz). Eles moram no Maranhão, e quem sabe no ano que vem, a gente vá lá visitá-los. Infelizmente este ano, 2010, eles não puderam vir pra SP, mas no natal de 2011, eles virão com certeza.
No dia 31, comecei a ter umas dorzinhas no baixo ventre. Acho que é meu útero crescendo junto contigo. A Ro disse que não era pra me preocupar. Depois li na internet que este tipo de dor chama-se dor do ligamento redondo. São umas pontadinhas que dá quando a mamãe muda de posição.
Engordei um pouco e tive que comprar sutiãs, pois aqueles que trouxe de SP já não entram mais. A Heri me deu um montão de roupas. Já estou usando algumas, pois você já está me alargando.
quarta-feira, 30 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
A busca pelo médico certo
Assim que saímos da primeira consulta com a obstetra, papai e eu percebemos que aquela médica não era a pessoa ideal para acompanhar nosso pré-natal. Aí o colega do trabalho do papai indicou um outro obstetra. Em 09 de dezembro, lá estávamos no consultório. O médico foi bem mais atencioso, esclareceu um monte de dúvidas e nos deu várias informações, mas me deixou desconfiada ao dizer logo na primeira consulta e com tão pouco tempo de gestação que eu era muito baixa para ter parto normal. Eu que ainda não havia me informado sobre partos, comecei a pesquisar na internet sobre o assunto. E descobri que a informação dele é equivocada. Mas tudo na vida tem um lado positivo e neste caso, ir lá foi bom por pelo menos dois motivos.
Um é que fiz um outro ultra som e o médico constatou que você estava bem e na época com 08 semanas e dois dias, uma variação de 02 dias do primeiro, você tinha cerca de 15mm e seu pai pode te ver e te ouvir pela primeira vez.
O outro motivo é que quando ele me disse que não poderia ter parto normal, fui pesquisar e descobri que existem grupos de apoio para parto humanizado e que a experiência de um parto normal pode ser incrível. Entrei em contato com uma doula (uma acompanhante de parto profissional) em Pelotas e ela me deu o telefone de uma pessoa em Rio Grande que me indicou duas obstetras a favor do parto normal. Tenho uma consulta com uma delas em janeiro.
Um é que fiz um outro ultra som e o médico constatou que você estava bem e na época com 08 semanas e dois dias, uma variação de 02 dias do primeiro, você tinha cerca de 15mm e seu pai pode te ver e te ouvir pela primeira vez.
O outro motivo é que quando ele me disse que não poderia ter parto normal, fui pesquisar e descobri que existem grupos de apoio para parto humanizado e que a experiência de um parto normal pode ser incrível. Entrei em contato com uma doula (uma acompanhante de parto profissional) em Pelotas e ela me deu o telefone de uma pessoa em Rio Grande que me indicou duas obstetras a favor do parto normal. Tenho uma consulta com uma delas em janeiro.
quarta-feira, 23 de março de 2011
O pontinho mais lindo do mundo e o som mais emocionante da vida
Dia 25 de novembro de 2010 fiz meu primeiro ultrassom. Você era um pequeno borrão na tela com apenas 6mm. Uma pena que o papai não pode acompanhar, pois escutar seu coraçãozinho foi uma emoção indescritível. Pelos cálculos do médico, você estava com seis semanas e 02 dias. Há uma variação normal de até uma semana no cálculo da gestação, para mais ou para menos. O seu coração parecia uma bateria de escola de samba e me segurei pra não chorar. Neste mesmo dia, à tarde, encontrei seu pai e fomos na primeira consulta médica. Saimos da consulta e compramos a sua primeira roupinha. Entre as peças que compramos, uma calça verde de RN (recém nascido), do tamanho de um controle remoto. A calça tem um detalhezinho nos joelhos que seu pai sabiamente disse: “São joelheiras pra quando o bebê engatinhar.” E ele falou sério.
Enjoos, cochilos e gripe
Logo na semana em que descobrimos que estava grávida, comecei a enjoar e muito. Acordava enjoada e ficava assim até a hora de dormir. O enjôo só dava trégua pra fome. Uma fome repentina, que eu tinha que comer algo imediatamente . Assim que terminava de comer, o enjôo voltava. Aprendi que água gelada é um santo remédio nessas horas. Além do enjôo, o sono e o cansaço também viraram meus companheiros inseparáveis. Um cochilo após o almoço era algo irresistível. Tentei manter a rotina até onde pude, mas peguei uma gripe que me derrubou. E um dia inteiro dormindo renovou minhas energias e logo me recuperei da gripe, mas os enjôos em tempo integral permaneceram por mais duas semanas. Aprendi a conviver com eles, pois apesar do mal estar, era a nossa maneira de nos comunicar. Era o jeito que você encontrou para dizer que estava dentro de mim e estava tudo bem.Em dezembro, os enjôos viriam a aparecer no final do dia e sumir na hora de dormir.
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