À espera de Clarice
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
A qualquer momento
Minha amada pequena Clarice,
A sua espera nestes últimos dias tem sido de grande expectativa. Mesmo antes de nascer, já venho aprendendo um bocado contigo. Nunca vivi tão intensamente o presente quanto na nossa gravidez. Curti cada momento, cada enjôo, cada chutinho, cada transformação. Nem parece que se passaram quase 39 semanas. Tenho muito o que aprender, eu sei. Sei que estamos prestes a embarcar num universo novo. Uma vida nova, com um olhar diferente, com sentimentos nunca sentidos por nós antes. Seu pai e eu somos muito felizes como casal. Agora seremos felizes como uma família.
Você selou nosso amor, você é a nossa benção.
A qualquer momento você virá ao mundo e nós, seus pais, seus avós e toda sua família, estaremos te esperando de braços abertos.
Filha querida, obrigada por realizar meu maior sonho e confiar a sua vida à nós.
A sua espera nestes últimos dias tem sido de grande expectativa. Mesmo antes de nascer, já venho aprendendo um bocado contigo. Nunca vivi tão intensamente o presente quanto na nossa gravidez. Curti cada momento, cada enjôo, cada chutinho, cada transformação. Nem parece que se passaram quase 39 semanas. Tenho muito o que aprender, eu sei. Sei que estamos prestes a embarcar num universo novo. Uma vida nova, com um olhar diferente, com sentimentos nunca sentidos por nós antes. Seu pai e eu somos muito felizes como casal. Agora seremos felizes como uma família.
Você selou nosso amor, você é a nossa benção.
A qualquer momento você virá ao mundo e nós, seus pais, seus avós e toda sua família, estaremos te esperando de braços abertos.
Filha querida, obrigada por realizar meu maior sonho e confiar a sua vida à nós.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A consulta médica e a saga do USG de TN
O médico que nos atendeu, foi muito atencioso, leu o exame de USG e disse que era muito importante fazermos o exame de TN assim que saíssemos de lá. Deu o endereço de dois laboratórios que ficam na região do consultório e que dava para ir à pé. Até nos orientou como chegar até cada um deles.
Fomos tentar no primeiro, que era mais próximo. A atendente enlouquecida, quase não nos viu lá. Falava ao telefone, auxiliava outras funcionárias e atendia ao público, tudo ao mesmo tempo. Quando ela percebeu a gente ali, parou e com um sorriso cansado:
- Pois não?
- A gente queria marcar este exame de USG de TN.
- Claro. Um momento, que vou abrir uma ficha. Deixa eu ver.... tenho disponível para daqui duas semanas.
- Seu nome é Carol, né?! Pois então, Carol..Vê se você pode nos ajudar. Nós não moramos em SP e já era pra eu ter feito este exame na semana passada, mas.. E expliquei a história toda.
- Sinto muito. O médico que faz este exame não faz encaixe. Ele até fica bravo quando ligamos na sala para perguntar.
- Ai Carol. Por favor, tenta me ajudar. O obstetra disse que eu teria que fazer este exame hoje mesmo. Quem sabe este médico decidiu ser uma pessoa melhor este ano, como resolução para o ano 2011?
Ela nos encarou e mesmo não estando convencida do meu argumento, ligou e dois segundos depois nos disse:
- Desculpa. Não deu. Ontem mesmo, uma mulher estava na sua situação e ele também não quis atender. Sinto muito.
- Tudo bem. Obrigada pela tentativa.
Saimos de lá arrasados. E quando estávamos no caminho do outro laboratório, só pensava no livro O Segredo e dizia para mim mesma: “Não sei como, mas tenho que fazer este exame hoje. Por favor, faça acontecer.”
Enquanto esperávamos pelo semáforo da Brigadeiro abrir, uma mulher esbaforida, veio ao meu encontro.
- É você que quer fazer o ultra-som?
- sim, sou eu.
- Então corre! Acabou de ter uma desistência e o médico vai atendê-la agora.
Saimos correndo por quase um quarteirão, deixei o pedido médico nas mãos de Carol e entramos na sala, puxada pela atendente esbaforida.
- Entra e depois a Carol pega seus dados. O doutor não vai esperar.
Entramos e fomos muito bem recepcionados. O médico foi super atencioso. Nos explicou a TN, mostrou seu rostinho, dando ênfase no narizinho e na nuca. Mostrou detalhezinhos lindos de mãozinhas, pezinhos, perninhas, barriguinha e nos fez prometer não sairmos correndo dali pra comprar o enxoval ao dizer que você é uma guriazinha. E de lambuja, ainda te vimos um pouquinho em 3D. Foi incrível. Foi um dos dias mais especiais da minha vida. Não só porque no exame deu que estava tudo bem, mas pelo esforço da equipe do laboratório que nos atendeu.
A Carol foi tão especial que fizemos o exame sem o plano autorizar. Assim que o exame terminou, deixamos um cheque caução e fomos pessoalmente até a sede da Unimed pegar a autorização. No dia seguinte, o obstetra nos atendeu por encaixe e viu que estava tudo certo. Na mesma semana, embarcamos pra Rio Grande.
Sei que para eles, do laboratório, nós seríamos mais um caso. Não faria diferença na vida deles, mas para nós, foi a paz que não se compra. A gravidez poderia ter sido estressante neste quesito. Hoje, com 38 semanas e 4 dias, ainda sou muito grata por todos eles.
Fomos tentar no primeiro, que era mais próximo. A atendente enlouquecida, quase não nos viu lá. Falava ao telefone, auxiliava outras funcionárias e atendia ao público, tudo ao mesmo tempo. Quando ela percebeu a gente ali, parou e com um sorriso cansado:
- Pois não?
- A gente queria marcar este exame de USG de TN.
- Claro. Um momento, que vou abrir uma ficha. Deixa eu ver.... tenho disponível para daqui duas semanas.
- Seu nome é Carol, né?! Pois então, Carol..Vê se você pode nos ajudar. Nós não moramos em SP e já era pra eu ter feito este exame na semana passada, mas.. E expliquei a história toda.
- Sinto muito. O médico que faz este exame não faz encaixe. Ele até fica bravo quando ligamos na sala para perguntar.
- Ai Carol. Por favor, tenta me ajudar. O obstetra disse que eu teria que fazer este exame hoje mesmo. Quem sabe este médico decidiu ser uma pessoa melhor este ano, como resolução para o ano 2011?
Ela nos encarou e mesmo não estando convencida do meu argumento, ligou e dois segundos depois nos disse:
- Desculpa. Não deu. Ontem mesmo, uma mulher estava na sua situação e ele também não quis atender. Sinto muito.
- Tudo bem. Obrigada pela tentativa.
Saimos de lá arrasados. E quando estávamos no caminho do outro laboratório, só pensava no livro O Segredo e dizia para mim mesma: “Não sei como, mas tenho que fazer este exame hoje. Por favor, faça acontecer.”
Enquanto esperávamos pelo semáforo da Brigadeiro abrir, uma mulher esbaforida, veio ao meu encontro.
- É você que quer fazer o ultra-som?
- sim, sou eu.
- Então corre! Acabou de ter uma desistência e o médico vai atendê-la agora.
Saimos correndo por quase um quarteirão, deixei o pedido médico nas mãos de Carol e entramos na sala, puxada pela atendente esbaforida.
- Entra e depois a Carol pega seus dados. O doutor não vai esperar.
Entramos e fomos muito bem recepcionados. O médico foi super atencioso. Nos explicou a TN, mostrou seu rostinho, dando ênfase no narizinho e na nuca. Mostrou detalhezinhos lindos de mãozinhas, pezinhos, perninhas, barriguinha e nos fez prometer não sairmos correndo dali pra comprar o enxoval ao dizer que você é uma guriazinha. E de lambuja, ainda te vimos um pouquinho em 3D. Foi incrível. Foi um dos dias mais especiais da minha vida. Não só porque no exame deu que estava tudo bem, mas pelo esforço da equipe do laboratório que nos atendeu.
A Carol foi tão especial que fizemos o exame sem o plano autorizar. Assim que o exame terminou, deixamos um cheque caução e fomos pessoalmente até a sede da Unimed pegar a autorização. No dia seguinte, o obstetra nos atendeu por encaixe e viu que estava tudo certo. Na mesma semana, embarcamos pra Rio Grande.
Sei que para eles, do laboratório, nós seríamos mais um caso. Não faria diferença na vida deles, mas para nós, foi a paz que não se compra. A gravidez poderia ter sido estressante neste quesito. Hoje, com 38 semanas e 4 dias, ainda sou muito grata por todos eles.
terça-feira, 3 de maio de 2011
05 de janeiro de 2011. Um ultra-som pra lá de especial
Entre 12 e 14 semanas de gestação, as grávidas devem fazer um ultra-som chamado translucência nucal, que detecta possíveis anomalias cromossômicas como a síndrome de Down. Como nós estaríamos em São Paulo, pedi para um médico de Rio Grande deixar a guia de exame pronto para fazermos lá.
No dia 05 de janeiro de 2011, papai, você e eu fomos lá fazer o exame no Delboni. Chegando lá, a recepcionista nos disse que a guia do exame pedia apenas um ultra-som simples e não o de TN. Este precisaria ser especificado pelo médico. Já no exame, o médico do USG, explicou para gente que a diferença entre um USG normal e um de TN é o laudo. O laudo dá a probabilidade dos possíveis problemas cromossômicos, e o outro só mede o tamanho do embrião e o tempo de gestação.
Mas ele disse extra oficialmente que você provavelmente é uma menina. (Antes de dizer o sexo, nos fez prometer que não sairíamos correndo comprando o enxoval, pois era apenas uma forte possibilidade e não uma certeza) e que apesar de não ter o laudo, você não aparenta nenhuma anomalia, mas sugeriu que fizéssemos uma USG de TN.
Disse que você se mexe bastante, que está muito bem, tem 67mm e deve ter por volta de 13 semanas e 5 dias. Ou seja, 11 dias de diferença para mais do primeira USG e 04 dias de diferença para mais da DUM (dia da última menstruação)
Assim que o exame terminou, papai e eu conversamos e decidimos correr atrás para fazer o USG de TN, apesar de, teoricamente, termos apenas 01 dia para conseguir marcar um médico e o exame, pois conforme a conclusão dessa ultra-sonografia, a TN deveria ser feita num prazo de 13 semanas e 06 dias.
Chegamos na casa da vovó Beth, começamos a ligar para todos os obstetras do caderninho do plano de saúde. Só que muitos estavam de férias e outros só tinham horário para depois de duas semanas.
Claro que a gente ficou preocupado, chateado, mas independente se iríamos conseguir fazer o exame e qualquer que fosse o resultado, a gente já te amava e isso era o suficiente.
Mas eis que o papai conseguiu marcar um médico na avenida Paulista para segunda-feira, dia 10 de janeiro. Não era a data ideal, mas mesmo assim ficamos mais tranqüilos.
No dia 05 de janeiro de 2011, papai, você e eu fomos lá fazer o exame no Delboni. Chegando lá, a recepcionista nos disse que a guia do exame pedia apenas um ultra-som simples e não o de TN. Este precisaria ser especificado pelo médico. Já no exame, o médico do USG, explicou para gente que a diferença entre um USG normal e um de TN é o laudo. O laudo dá a probabilidade dos possíveis problemas cromossômicos, e o outro só mede o tamanho do embrião e o tempo de gestação.
Mas ele disse extra oficialmente que você provavelmente é uma menina. (Antes de dizer o sexo, nos fez prometer que não sairíamos correndo comprando o enxoval, pois era apenas uma forte possibilidade e não uma certeza) e que apesar de não ter o laudo, você não aparenta nenhuma anomalia, mas sugeriu que fizéssemos uma USG de TN.
Disse que você se mexe bastante, que está muito bem, tem 67mm e deve ter por volta de 13 semanas e 5 dias. Ou seja, 11 dias de diferença para mais do primeira USG e 04 dias de diferença para mais da DUM (dia da última menstruação)
Assim que o exame terminou, papai e eu conversamos e decidimos correr atrás para fazer o USG de TN, apesar de, teoricamente, termos apenas 01 dia para conseguir marcar um médico e o exame, pois conforme a conclusão dessa ultra-sonografia, a TN deveria ser feita num prazo de 13 semanas e 06 dias.
Chegamos na casa da vovó Beth, começamos a ligar para todos os obstetras do caderninho do plano de saúde. Só que muitos estavam de férias e outros só tinham horário para depois de duas semanas.
Claro que a gente ficou preocupado, chateado, mas independente se iríamos conseguir fazer o exame e qualquer que fosse o resultado, a gente já te amava e isso era o suficiente.
Mas eis que o papai conseguiu marcar um médico na avenida Paulista para segunda-feira, dia 10 de janeiro. Não era a data ideal, mas mesmo assim ficamos mais tranqüilos.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Rumo a São Paulo, terra da garoa, terra dos seus pais.
Dia 17 de dezembro, você, o papai e eu deixamos a Manju no hotelzinho de cachorros e fomos pra São Paulo. Com o coração partido de deixá-la, mas feliz de rever a família.
Chegamos na sexta –feira à noite e fomos direto pra casa da vó Beth e do vô Akira. Ficamos muito felizes em revê-los, mas a mamãe ficou tristinha ao ver o quarto da vó Júlia vazio. A vó Júlia era vó da mamãe e ela foi pro céu em fevereiro de 2010. A vó Júlia foi uma pessoa muito importante pra mamãe.
No sábado fomos visitar a vó Dalva e finalmente conheci o vô Benedito. O papai brincou bastante com a Pipoca, que é a cachorrinha da vovó Dalva.
No domingo, fomos ver a Hine tocar no Pateo do Colégio. A mamãe ficou muito emocionada. Lá encontramos a Rose, a Heri, o Guizão, a Yone, a Cíntia e o Bruno que ficaram muito feliz em nos ver. Depois da apresentação, a mamãe e o papai fomos até a avenida Paulista, para fazer um programa que costumávamos a fazer quando namorávamos. Ir até a Livraria Cultura e ficar horas, folheando livros, depois caminhar na Paulista e ir tomar um café.
Quando chegamos em casa, já a noitinha, a família estava reunida pra comemorar o aniversário do Rodrigo e do Bruno. Foi pizza. Vai se acostumando, pois essa família é pra lá de festeira.
Dia 23, a gente ia encontrar um amigo da mamãe que mora na Itália e que veio passar uns dias no Brasil, mas eu estava com dor nas costas e resolvemos não ir. No dia seguinte, uma pontinha de sangue me fez ir até o pronto socorro e graças a Deus não era nada. A médica plantonista disse que o colo do útero estava bem fechadinho e que não era pra nos preocupar.
O Natal foi na casa da Tchan e você ganhou da Elisa, um conjuntinho amarelo (pois ainda não sabemos se é menino ou menina). Chorei ao abrir e ver aquelas roupinhas. Foi uma delícia ficar com a família toda. Muito legal mesmo.
No dia 26 fomos pra chácara. Papai, vovó Beth, vovô Akira, você e eu. Lá estava a família Takiguthi toda, mais o Du e a Joana. Conversei bastante com a Célia, a Cíntia e a Elisa. A Elisa me contou sobre a experiência dela no parto normal, a Cé e a Cí estão querendo engravidar. Quem sabe ainda este ano, você ganhe novos priminhos... Falando em priminho, a mamãe tem um irmão mais velho chamado Tio Marcelo, casado com a Tia Val e pai da Melissa. Eles ficaram muito felizes quando souberam de você e a Mel, que já tem quase 07 anos está torcendo pra que você seja uma menina. Ela disse que vai ajudar a mamãe cuidar de você e já disse pra tia Rose que se você for menina, será Clarice (em homenagem a Clarice Lispector, uma escritora muito famosa) e se for menino, será Lucas (que significa luz). Eles moram no Maranhão, e quem sabe no ano que vem, a gente vá lá visitá-los. Infelizmente este ano, 2010, eles não puderam vir pra SP, mas no natal de 2011, eles virão com certeza.
No dia 31, comecei a ter umas dorzinhas no baixo ventre. Acho que é meu útero crescendo junto contigo. A Ro disse que não era pra me preocupar. Depois li na internet que este tipo de dor chama-se dor do ligamento redondo. São umas pontadinhas que dá quando a mamãe muda de posição.
Engordei um pouco e tive que comprar sutiãs, pois aqueles que trouxe de SP já não entram mais. A Heri me deu um montão de roupas. Já estou usando algumas, pois você já está me alargando.
Chegamos na sexta –feira à noite e fomos direto pra casa da vó Beth e do vô Akira. Ficamos muito felizes em revê-los, mas a mamãe ficou tristinha ao ver o quarto da vó Júlia vazio. A vó Júlia era vó da mamãe e ela foi pro céu em fevereiro de 2010. A vó Júlia foi uma pessoa muito importante pra mamãe.
No sábado fomos visitar a vó Dalva e finalmente conheci o vô Benedito. O papai brincou bastante com a Pipoca, que é a cachorrinha da vovó Dalva.
No domingo, fomos ver a Hine tocar no Pateo do Colégio. A mamãe ficou muito emocionada. Lá encontramos a Rose, a Heri, o Guizão, a Yone, a Cíntia e o Bruno que ficaram muito feliz em nos ver. Depois da apresentação, a mamãe e o papai fomos até a avenida Paulista, para fazer um programa que costumávamos a fazer quando namorávamos. Ir até a Livraria Cultura e ficar horas, folheando livros, depois caminhar na Paulista e ir tomar um café.
Quando chegamos em casa, já a noitinha, a família estava reunida pra comemorar o aniversário do Rodrigo e do Bruno. Foi pizza. Vai se acostumando, pois essa família é pra lá de festeira.
Dia 23, a gente ia encontrar um amigo da mamãe que mora na Itália e que veio passar uns dias no Brasil, mas eu estava com dor nas costas e resolvemos não ir. No dia seguinte, uma pontinha de sangue me fez ir até o pronto socorro e graças a Deus não era nada. A médica plantonista disse que o colo do útero estava bem fechadinho e que não era pra nos preocupar.
O Natal foi na casa da Tchan e você ganhou da Elisa, um conjuntinho amarelo (pois ainda não sabemos se é menino ou menina). Chorei ao abrir e ver aquelas roupinhas. Foi uma delícia ficar com a família toda. Muito legal mesmo.
No dia 26 fomos pra chácara. Papai, vovó Beth, vovô Akira, você e eu. Lá estava a família Takiguthi toda, mais o Du e a Joana. Conversei bastante com a Célia, a Cíntia e a Elisa. A Elisa me contou sobre a experiência dela no parto normal, a Cé e a Cí estão querendo engravidar. Quem sabe ainda este ano, você ganhe novos priminhos... Falando em priminho, a mamãe tem um irmão mais velho chamado Tio Marcelo, casado com a Tia Val e pai da Melissa. Eles ficaram muito felizes quando souberam de você e a Mel, que já tem quase 07 anos está torcendo pra que você seja uma menina. Ela disse que vai ajudar a mamãe cuidar de você e já disse pra tia Rose que se você for menina, será Clarice (em homenagem a Clarice Lispector, uma escritora muito famosa) e se for menino, será Lucas (que significa luz). Eles moram no Maranhão, e quem sabe no ano que vem, a gente vá lá visitá-los. Infelizmente este ano, 2010, eles não puderam vir pra SP, mas no natal de 2011, eles virão com certeza.
No dia 31, comecei a ter umas dorzinhas no baixo ventre. Acho que é meu útero crescendo junto contigo. A Ro disse que não era pra me preocupar. Depois li na internet que este tipo de dor chama-se dor do ligamento redondo. São umas pontadinhas que dá quando a mamãe muda de posição.
Engordei um pouco e tive que comprar sutiãs, pois aqueles que trouxe de SP já não entram mais. A Heri me deu um montão de roupas. Já estou usando algumas, pois você já está me alargando.
sexta-feira, 25 de março de 2011
A busca pelo médico certo
Assim que saímos da primeira consulta com a obstetra, papai e eu percebemos que aquela médica não era a pessoa ideal para acompanhar nosso pré-natal. Aí o colega do trabalho do papai indicou um outro obstetra. Em 09 de dezembro, lá estávamos no consultório. O médico foi bem mais atencioso, esclareceu um monte de dúvidas e nos deu várias informações, mas me deixou desconfiada ao dizer logo na primeira consulta e com tão pouco tempo de gestação que eu era muito baixa para ter parto normal. Eu que ainda não havia me informado sobre partos, comecei a pesquisar na internet sobre o assunto. E descobri que a informação dele é equivocada. Mas tudo na vida tem um lado positivo e neste caso, ir lá foi bom por pelo menos dois motivos.
Um é que fiz um outro ultra som e o médico constatou que você estava bem e na época com 08 semanas e dois dias, uma variação de 02 dias do primeiro, você tinha cerca de 15mm e seu pai pode te ver e te ouvir pela primeira vez.
O outro motivo é que quando ele me disse que não poderia ter parto normal, fui pesquisar e descobri que existem grupos de apoio para parto humanizado e que a experiência de um parto normal pode ser incrível. Entrei em contato com uma doula (uma acompanhante de parto profissional) em Pelotas e ela me deu o telefone de uma pessoa em Rio Grande que me indicou duas obstetras a favor do parto normal. Tenho uma consulta com uma delas em janeiro.
Um é que fiz um outro ultra som e o médico constatou que você estava bem e na época com 08 semanas e dois dias, uma variação de 02 dias do primeiro, você tinha cerca de 15mm e seu pai pode te ver e te ouvir pela primeira vez.
O outro motivo é que quando ele me disse que não poderia ter parto normal, fui pesquisar e descobri que existem grupos de apoio para parto humanizado e que a experiência de um parto normal pode ser incrível. Entrei em contato com uma doula (uma acompanhante de parto profissional) em Pelotas e ela me deu o telefone de uma pessoa em Rio Grande que me indicou duas obstetras a favor do parto normal. Tenho uma consulta com uma delas em janeiro.
quarta-feira, 23 de março de 2011
O pontinho mais lindo do mundo e o som mais emocionante da vida
Dia 25 de novembro de 2010 fiz meu primeiro ultrassom. Você era um pequeno borrão na tela com apenas 6mm. Uma pena que o papai não pode acompanhar, pois escutar seu coraçãozinho foi uma emoção indescritível. Pelos cálculos do médico, você estava com seis semanas e 02 dias. Há uma variação normal de até uma semana no cálculo da gestação, para mais ou para menos. O seu coração parecia uma bateria de escola de samba e me segurei pra não chorar. Neste mesmo dia, à tarde, encontrei seu pai e fomos na primeira consulta médica. Saimos da consulta e compramos a sua primeira roupinha. Entre as peças que compramos, uma calça verde de RN (recém nascido), do tamanho de um controle remoto. A calça tem um detalhezinho nos joelhos que seu pai sabiamente disse: “São joelheiras pra quando o bebê engatinhar.” E ele falou sério.
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